Mostrando postagens com marcador AFLIÇÕES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AFLIÇÕES. Mostrar todas as postagens

25 de fevereiro de 2011

A PARTE CHATA...

Ontem foi um dia ruim aqui em casa. Na verdade não o dia todo. O dia estava bom, tudo ocorreu normalmente, o David me fez companhia na loja de artigos para festa para comprarmos as coisas da festinha da minha irmãzinha adotiva de 4 anos. Foi uma festa ele perambulando pelos temas da loja e querendo alcançar o banner gigante do Relâmpago Mcqueen e tal...
Aí depois de ele brincar exaustivamente de bola, e agora ele joga bola por horas sem parar, voltou preto L I T E R A L M E N T E. Suado. Precisando chamar o esquadrão da limpeza. Eis que começou a lenga. Vamos tomar banho! E ele NÃO! Depois de ouvir uns 77 nãos e o menino "berrando que não queria tomar banho" ele foi para o banho a força. E não parava de chorar, ou melhor gritar.
A coisa que mais me tira do sério na vida é ver choro ininterrúpto. E mais importante de tudo: sem motivo. Aquele choro de manha e birra que não tem lágrima mas que tem muito som? então, esse eu detesto.
Eu sou super conversa. E sempre tento ficar explicando o inexplicável para o David. Mas é claro que ás vezes ele nem tá ouvindo o que eu estou falando. E isso me deixa super nervous...
São momentos tão chatos de ser mãe, tão difíceis....
Uma mistura de tentar controlar a situação para seu filho não virar um mal-educado-que chora por tudo... ou de tentar modificar a situação para que ele se distraia com alguma coisa e esqueça porque está reclamando que vai pro banho.....
Pra mim é super difícil viver essas situações birrentas porque eu vejo aquele menininho que ontem mesmo era um bebê tão bonzinho que nem chorar chorava.... e depois aquele micro menino que andava cambaleando por aí distribuindo seu sorrisão para todos os lados, incapaz de fazer um desaforo... ou uma manha...
e aí vejo hoje essa pessoinha, cheia de vontades e opinião própria, querendo conquistar o mundinho dele aqui em casa, querendo passar por cima da vontade da mãe dele que sabe o que é melhor pra ele... é difícil ver isso. Sofro e choro.
Meu marido me fala que sou muito dramática. Que ele é criança e criança faz birra de vez em quando. Que nosso filhote é super bonzinho e a cada 4 meses apronta uma dessas. Tem sido assim, é verdade. Mas cada uma dessas é um desgaste, fico super deprê de ter que ser mais linha dura com ele, e de ter que ouvir o que ouvi ontem:
"eu não quero ficar com você". Dói viu, dói muito.
Ainda mais de alguém que eu falo que amo todos os dias e que olha pra mim tão deliciosamente toda noite e me fala: "boa noite mãe, te amo". De um menino tão afetivo e amado como ele.
É claro que a louca aqui não quer dizer que o criatura de 2 anos e quase 10 meses tem consciência plena do que está fazendo. Eu sei que ele está crescendo, se desenvolvendo e que ás vezes fica difícil lidar com as frustrações dele e com a falta de controle dele em relação as situações. E que ele é absolutamente normal por fazer isso e vivenciar isso. Mas é difícil ver minha cria sendo possuída por uma nuvem negra e transformando um momento não quero tomar banho em uma "tormenta".
E aí maternas do mundo, será que todo menino odeia tomar banho desde cedo? E será que as birras nos acompanham até 4 anos? Aiaiaiaiaiaiaiaiiaiaiaiaiaiaiai, help!
beijos de mãe que padece no paraíso....

5 de fevereiro de 2011

MUDANÇA DE PERSPECTIVA...

Entre resoluções e decisões eu sempre me questiono se estou indo para o caminho certo. Estou em constante questionamento. E estou sempre disposta a mudar. Poucas coisas, muitas coisas, mudar um pouco, mudar muito, mudar tudo. Mesmo sendo uma taurina com muitas amarras em terra firme, depois de ruminar minhas coisas sempre consigo pensar que é possível mudar alguma coisa: para melhor. E claro que meu perfeccionismo absurdo não me deixa em paz, eu SEMPRE acho que posso melhorar alguma coisa.
Estou super feliz com a minha alteração de rotina e por ter apertado o botão PAUSE, ou melhor SLOW MOTION da minha vida, e atualmente tenho feito o que pode ser feito, e não tenho me desdobrado em mil para conseguir fazer tudo. Simplesmente aceitei viver a partir deste ano com menos velocidade e com mais qualidade. E tá dando certo. Era uma resolução de ano novo, mas não ficou só no papel. Estou tentando aplicar T O D O S os dias aqui na minha vidinha de meu deus. Recomendo. Só não tem receita... porque se tivesse teria feito isso muito antes.
Mas ainda sinto que tenho mais algumas coisas para mudar. E para repensar. E aquele assunto segundo filho é um deles. Ano passado eu simplesmente sabia que não iria "fazer" outro filho. Mais para o final do ano eu tinha "certeza" que não ia querer outro filho jamé. Mas como minhas certezas não duram muito tempo, algumas coisas aconteceram, e aí como na maioria das vezes me acontece, tive um insight! Percebi que minha total "AVERSÃO " ao assunto segundo filho era decorrente de uma dor gigante vivida no aborto que eu tive em dezembro de 2009. Na verdade eu acho que esta situação do aborto que eu já contei aqui, me deixou com um "trauminha". Sabe uma coisa que vc sempre quis fazer e tal, mas aí a vida te prega uma peça e derepente vc consegue se convencer de que não quer mais aquilo de jeito nenhum? Acho que foi isso que me aconteceu. Mas acho que quando resolvi escutar a vozinha dentro de mim, eu só ouvi um eco mais ou menos assim:
vc não superou o que te aconteceu, e por isso não está pronta para partir pra outra.
Bingo!
é isso gente. Por isso que eu não quis "comprar" o irmão do David, pra quem leu o post sabe do que eu tô falando. E por isso eu grito aos 4 ventos do mundo o quanto estou inapta para exercer a maternidade novamente com outro baby. O que é absolutamente verdade.
Então esta semana me aconteceu algo diferente. Fui visitar uma amiga que acabou de ter bebê. A bebê dela é segunda filha. O primogênito dela é mais velho que o David, coisa de 1 ano e pouco... E aí quando fui pegar a baby no colo vi que meu jeito atual para um micro baby é aproximadamente "zero". rs Fiquei com vergonha de mim mesma, tipo, gente parece que a pessoa nem tem filho! Mas a gente esquece.... juro! Eu peguei, nem sabia por onde começar, aquela coisinha tão pequenina, e aí ela ficou super desconfortável no meu colo e eu imediatamente passei para a mãe dela....rs Depois minha amiga ficou me falando o quanto era legal ter o segundo filho, o quanto era mais "fácil" o quanto eu deveria esquecer o passado e "move on" e aí aquilo tudo me fez pensar e repensar na minha decisão de "não ter" outro filho.
Confesso que comecei a flertar novamente com a possibilidade de futuramente dar um irmãozinho para o David. Não sei em qual momento exatamente, mas começo a flertar com a feliz possibilidade de ter mais um bebê na família no futuro. Porque acho que só agora, depois de 1 ano e 2 meses pós aborto, eu superei o que aconteceu. E acho que atravessei a ponte. E deixei pra trás aquele sofrimento retido, contido, pesado, revoltante. Agora consegui realmente olhar para tudo isso e não sofrer mais. Claro que jamais vou esquecer, como todo mundo que já passou por isso sabe. Mas isso não me faz mais sofrer. Não dói mais. Cicatrizou. Tirei isso da minha mochila da vida (sabe aquela que a gente carrega todos os dias da nossa vida?). O peso ficou lá atrás, lá no ano passado... junto com todas as minhas nóias, junto com toda a aversão ao assunto.
Só agora posso dizer que tudo isso ficou para trás de verdade.
E me sinto leve de novo. Pronta para decidir baseado no meu coração e no do amor da minha vida, e não mais em nossos sofrimentos juntos e misturados em relação ao passado. Tenho certeza que decidindo ter ou não nosso segundo filho, o irmãozinho do David, esta decisão será de coração e verdadeira. E validada. Não será para evitar que a gente não viva de novo algo tão ruim quanto o que foi aquele aborto. Será o que tiver que ser. Felizes com nosso filhote único ou felizes com dois filhotes.
E aí eu deixo vcs com a música que me vem a cabeça agora:
-"como será o amanhã?
responda quem puder...
o que irá me acontecer?
o meu destino será como Deus quiser,
como será?"....

16 de outubro de 2010

NÃO VAMOS COMPRAR O IRMÃO...RS

Tá bom que fiquei devendo uma "resposta" porque todo mundo me falou e agora?
referindo-se ao pedido do David que eu registrei no último post de "comprarmos" um irmão pra ele (M E N I N O que fique bem claro...rs) ...
E aí é que nosso veredito é
"não vamos comprar um irmão pra ele"! Pelo menos not now!
Why?
Lots of reasons....
1
Primeiro porque irmão não se compra, se faz né? fazer é fácil, agora cuidar depois....
(como eu expliquei pra ele... sem contar da sementinha do papai e da mamãe e blabláblá porque pra ele isto "AINDA" é desnecessário...)
2
Segundo porque depois de 1 ano patinando com a minha vida profissional, eis que ela caminha, eis que estou LOTADA de coisas para fazer e não tenho tempo para uma barriga e um bebêzinho delicioso no colo mamando de 2 ou 3 em 3 horas...
Se eu resolver viver esta delícia de novo, quero ter tempo para aproveitar e me dedicar...
3
Terceiro porque a cobrança social de que "devo" dar um irmão/irmã pro David a qualquer custo URGENTE me irrita.... (nada pessoal gente, não é com vcs, é com a sociedade mesmo...) essa necessidade do planejamento familiar de ter 2, 3, 4 ou 5 filhos é um saco... a sociedade não tá vivendo a minha vida né? E se eu quiser parar no primeiro filho único? Lembram da matéria da Time? bom, eu lembro...
4
Porque por mais tentador que seja atender ao pedido do nosso amadíssimo filhote que nem sabe porque está pedindo isso no auge dos seus 2 anos e 5 meses, existe uma coisa chamada casal, eu e marido, e nossos planos, nossa vidinha, nossos momentos, e como eu já disse aqui , este assunto segundo filho está em pasta arquivada, e o arquivo ainda não foi reaberto pelo casal aqui de casa, no caso, os pais do David em questão...rs
É minhas amigas, podem me chamar de "devagar", marcha lenta, preguiçosa, mea culpa, sou tudo isso, e sou super mãe, e amo meu filho mais que tudo no mundo, por isso caso eu venha a ter o segundo filho, quero ter tempo pra vivenciar essa maternidade, e no momento estou tão preenchida com tudo o que está acontecendo na minha vida que simplesmente não rola...
Mas tudo, bem, não tem limite entre a idade de um filho e outro né? E nem filho único super problemático né? Então, de um jeito ou de outro, estamos bem e vamos continuar bem.
Tadinho do David? Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao, ele tem um monte de primos dos dois lados, amigos onde mora, amigos na escola, tá com bastante companhia.... ele dá conta...rs
Beijos de mãe de filho único (for now)

23 de setembro de 2010

O SILÊNCIO



Depois de pensamentos frenéticos sem fim explodindo dentro de mim, preciso de silêncio. Silêncio na alma. Silêncio na mente. Silêncio no coração. Uma coisa OSHO. Ou então aquele quarto branco do Big Brother, rs. Num momento "flash back" acordei pensando nesta música do "Tutunes" (sou tão íntima da obra do Arnaldo Antunes que criei um apelido pra ele, acho que ele não se importaria com isso não é mesmo?).

momento luz:  agora sei de onde vem a mania do David de apelidar todo mundo! uau... genética é fogo mesmo....rs


Voltando pro post.... Acho esta música perfeita. Ode as origens. O retorno. O começo de tudo. O princípio. O silêncio.


Beijos de mãe que de vez em quando precisa de um BREAK, assim sem mais nem menos, sem motivos aparentes para o mundo. Uma pausa de mil compassos, como dizia Marisa Monte.


Semana que vem eu volto, bem barulhenta eu espero! Wait for me!

5 de agosto de 2010

O PRIMEIRO DIA DE AULA DO RESTO DE NOSSAS VIDAS


Toda família tem suas manias. E seus códigos. E suas brincadeiras. E seu dialeto próprio. Assim como você faz quando é apenas um casal, com seu marido, noivo ou namorado, aquelas brincadeiras que só vocês entendem, os apelidos, os olhares que substituem as palavras... isso tudo ocorre também quando você tem filhos, mas aí, você inclui uma pessoa na brincadeira: seu filho. E como somos absolutamente normais e igual qualquer outra família (só mudando o endereço e algumas neuras) nós aqui em casa também temos nossos códigos e nossas brincadeiras. Eu e o filhote por exemplo, assistimos sempre muitos DVDs juntos. E já tem as partes dos DVDs que a gente se olha e dá risada. Por exemplo, o Nemo é um super assistido aqui em casa. E na parte do "primeiro dia de aula, primeiro dia de aula" ele sempre me olha e damos risada. Na parte que o pai do Nemo prefere que ele vá brincar nas esponjas e um peixinho chora, a gente também se olha e ri. Acho um barato.




Então como a vida imita a arte e a arte imita a vida, chegou o primeiro dia de aula do David também. Eu estava mais ansiosa que ele for sure. Porque eu sabia o que estava acontecendo, ele fazia uma "vaga, bem vaga" idéia. Cheguei atrasada. Não estou acostumada a acordar cedo e arrumar ele e me arrumar para sair de casa. Então eu  me arrumei e o papi arrumou ele. Claro que ele não queria vestir o uniforme e queria ir para a escola de pijama do Buzz. Até aí, super normal né? E nós quase plantamos bananeira pro menino se vestir logo e parar de enrolar mais do que já estávamos enrolados. Fomos, chegamos um pouco atrasados, normal, fiquei suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuper emocionada. Quando entrei na escola e vi as criancinhas e pais e mães circulando por lá, deixando, ficando pra adaptação, aquela super movimentação dessas coisinhas tão pequenas, me deu um nó na garganta. E fiquei com os olhos mareados. Abrindo bastante pra não escorrer nem uma lagriminha, afinal, li na apostila de adaptação da escola que a adaptação DEPENDE MUITO DOS PAIS. Então não sou eu que vou melar a adaptação do meu filho né?
Segura a peruca Fernanda, seu filhote já tem 2 anos e 3 meses. Está mais que pronto pra ir pra escola... lembra?






Nem preciso dizer que o admirável mundo novo se abriu pra ele no momento em que a porta da sala de aula se abriu. Ele ficou encantado com os lugares das mochilas penduradas, a variedade de temas de mochilas dos coleguinhas,eis que avistamos um lugarzinho com a foto dele esperando a mochila do Thomas dele estacionar ali. Como chegamos atrasados (coisa feia mamma!) toda a turma já estava a postos, esperando por ele. Foi a maior festa. Ele é o único que está em adaptação, toda a turminha dele entrou no primeiro semestre. Ou seja, segundo a professora dele, bem mais fácil, pois é uma turma inteira já adaptada abrindo espaço para um novo integrante.  Ele foi super bem recebido. Adorou tudo. E eu é claro que fiquei toda boba  e orgulhosa de ver a evolução do meu filho. Ver que ele é um menino querido, sociável, inteligente, comunicativo, que se diverte e que existe além do meu umbigo. Sem falar que me senti super normal, pois fiquei presenciando a adaptação de outras crianças de outras turmas (enquanto meu filho ficava super bem na sala dele e eu lá, angustiada pensando como estaria meu pequeno e alerta a cada choro pra ver se era dele (tks god nem um chorinho) e 100% das crianças choravam chamando a mãe quando se separavam delas. Fiquei constatando como é difícil para estes minis tão minis sairem do mundinho particular das suas casinhas e irem para a escola. Mas é muito legal.  Uma sensação dupla. Fico super feliz de ver que ele está se soltando. Cada vez que a tia voltava pra me dizer: "Seu filho está ótimo, pode ficar traaaaaaaaaaaaaaaanquila" eu respondia: "sucesso"! E sentia um orgulho danado de ter um filho seguro de si, que mesmo sendo meu DUDI GRUDI, sabe que é amado, querido e que a mãe estará lá caso ele precise.
Nestas horas acho que tô fazendo um bom trabalho, mesmo sendo um "tanto" superprotetora. Porque eu tenho noção total do que é bom pra ele. De que ir para a escola é bom para ele. De que ele vai ampliar o mundinho dele. De que o mundo é bom pra ele. Pelo menos eu rezo todos os dias para que o mundo seja mesmo o melhor que ele pode ter. Tipo a música do Titãs:
"O mundo é bão Sebastião, o mundo é bão Sebastião, o mundo é bão Sebastião, o mundo é seu Sebastião"....




Deixar o filho pela primeira vez na escola dá uma sensação de que finalmente ele começou a crescer.
De que ele começou a ir para o mundo. De que eu não mais poderei protegê-lo sob minhas asas. Pelo menos não todo o tempo. De que eu sei que agora ele começa a dar seus passos literalmente sozinho. De que ele está iniciando uma fase de conquista e conhecimento que nunca vai acabar. Que seja o início de uma longa vida acadêmica de muitas realizações e felicidade. Que seja o primeiro de muitos que ainda virão.



Além de um grande nó na garganta e aperto no coração, sinto um orgulho danado de ter sido dispensada no segundo dia de aula porque meu filho ficou bem sem mim. Tenho uma sensação de uma pequena missão cumprida. De que meu filhote está bem encaminhado. Fico aqui no meio de um monte de mães vivendo a mesma sensação cada uma a sua maneira, cada uma com seus pensamentos, suas atitudes e seus apegos e desapegos. Estamos nos adaptando a nova fase. Eu a preparar todos os dias uma pessoinha para ir para a escola. A dinâmica da casa muda. A minha dinâmica muda. O sono dele mudou. Disse a professora que nesta fase é previsto. E se é previsto, pode ter certeza que vai acontecer com o David. Ele é aquele filho "livro texto". Com uma certa resistência a mudanças. Mas totalmente adaptável depois que quebra a barreira. Just Like Me.


Meu filho cresceu. Tá na escola e sem fraldas. Nosso bebê virou um menininho. Lógico que para os pais os filhos nunca crescem, e porque comigo seria diferente?



Beijos de mãe que faz adaptação com o filhote na escola e fica toda boba

16 de junho de 2010

DE REPENTE DO RISO FEZ-SE O PRANTO...


Não foi silencioso e branco como a bruma, como no poema de Vinícius de Morais.
Foi um choro alto, sofrido, suado.... e nem de longe branco como a bruma, foi tingido de vermelho, do sangue que saia dos machucados  do David.

Twiggy, vc não poderia ter feito isso. Não com o David. Não com o seu melhor amigo.

Eu sei que na copa as pessoas ficam loucas, eu sei que os fogos de artifício que a cidade inteira soltou para o brasil foram demais para os seus ouvidos sensíveis de cachorro.
Eu sei que você fica em pânico quando ouve qualquer barulho de fogos.
Só não imaginava, nem nos meus pesadelos, que você algum dia pudesse atacar meu filhote.
NUNCA. E tá muito difícil de aceitar isso.


E tá difícil de ver o rosto do meu filho inchado, vermelho e com 4 machucados fodidos  das mordidas que vc deu nele.
E tá difícil de esquecer a decepção dele, e o choro de dor quando isso aconteceu. E de ouvir ele dizer: "tá dodói mamãe, a Tutu fez dodói no David".
E tá difícil de abstrair a culpa de ter te deixado sempre tão junto dele, tão amiga, e  de não ter previsto que ontem você não estava em seu estado normal e deveria ter ficado longe do David.

Tá difícil de entender porque você fez isso com ele. Com o meu grande amado. Com a pessoa que eu mais zelo no mundo.
Você me deixou numa sinuca de bico: Penso em todos os momentos felizes que vc nos proporcionou durante estes 2 anos de vida do David  e neste triste final de dia de ontem, este episódio que só de pensar me dá vontade de chorar. Nunca esperava isso de você.


Tá bom Tutu, vc é cachorro, eu sei disso. Tá bom Tutu vc é irracional.
Mas Tutu, pra mim, pro Ri e pro David você é "a Tutu" e tá difícil de ver o David gritando de dor, sofrendo, chorando e com algumas prováveis cicatrizes por causa do seu surto psicótico com o barulho da copa.


Tá foda ver meu filho tomando antibiótico, ter que fazer curativos em todos os brinquedos dele pra ele poder aceitar ficar com a cara toda remendada, passar pomada, dar novalgina pra passar a dor... até ontem final do jogo ele estava bem, feliz, saltitante, contente, te amando e brincando, como sempre foi.


Tá foda ser mãe em tempos difíceis, quer dizer, acho que ser mãe é sempre foda, tem um preço alto pra se pagar por toda a maravilha de sentimentos que vc vive com um filho.


Porque eu fico tão mal quando meu filho fica mal só Freud explica, ou Yung, ou Melane Klein... por isso como diz a querida Roberta do Piscar de Olhos todo mundo precisa de terapia, e toda mãe tem culpa e euzinha, muito. Porque vivo mergulhada nos dilemas e nos prazeres de ser mãe.


Eu não te perdoei Tutu. Eu não estou conseguindo nem te olhar direito. Sei que vc não pensa, mas estou muito muito desapontada.
De verdade. Do fundo do meu coraçào que está quebrado em um milhão de pedacinhos.
E estou me sentindo uma péssima mãe por ter deixado vc e o David serem melhores amigos.
O Ri já te perdoou. Ele sabe que vc é cachorro e não fez por mal. E ele acha que por tudo de bom que vc já fez pelo David, se este foi o preço, tá bem pago. E ele acha também que se alguém falar que a gente deve doar você, ele vai responder que se um filho bater no outro filho vc não vai pensar em doar seu outro filho né? Porque pra ele, você é da família MESMO. Você é uma filha pra gente.

Mas para mim tá tudo nublado, não consigo ver nada disso que ele fala HOJE. Prometo tentar. Mas não sei se consigo. Mas vou tentar. Só fique longe de mim por uns dias. E do David também. Não estou pensando em te doar, é claro. Mas estou cogitando mudar a dinâmica aqui de casa entre vocês dois. E automaticamente entre nós três.


 


Você não poderia ter feito isso Tutu. Nunca. Não com o David. Seu melhor amigo. Seu fiel escudeiro. A pessoinha que te ama, te adora, te venera. Não com ele. Nunca. Feio Tutu, muito feio.


Beijos de mãe sofrendo com a mordida de cachorro no filhote



p.s. tenho um monte de selinhos amados pra postar aqui, mas esta semana vai ser compliquê, deixa tudo passar... vamos esperar as feridas cicatrizarem

26 de maio de 2010

EU VOU TE DAR ALEGRIA...


Os dias andam meio cinzas por aqui. De um lado tudo indo de vento em popa com a Mamma Mini, véspera de fotos lindas com uma produça incrível e logo mais fotos aqui... e de outro vivendo momento chatinho, difícil e cansativo por aqui com a crise do meu filhote com o cocô. Já dura 2 semanas, e tem sido super desgastante pra mim, mais que para qualquer pessoa, porque além de tentar trabalhar aqui de casa fico tentando solucionar a situ com um help que vem daqui, um help que vem dali e EU SEI que tudo vai passar e EU SEI que tudo vai ficar bem e EU SEI que meu filho é forte e saudável e perfeito e que isso é só uma fase e não posso reclamar...


Mas ver meu filhote tendo tanta dificuldade em superar "isso" está sendo difícil, baixar minha ansiedade tem sido difícil, minhas expectativas... fico avaliando e reavaliando a todo instante que tipo de mãe eu sou... na maior crise de identidade materna... enfim, se questionar faz parte né? Acho que faz, ainda mais quando ser mãe é, mais que uma parte da sua vida, é seu foco e a partir do resultado positivo da farmácia ou de sangue, o bem estar deste serzinho que vc gerou e deu a luz é a coisa mais importante da sua vida, vem inclusive, antes do seu bem estar, que vem logo na sequência, porque vc sabe que para ele ficar bem vc também precisa estar bem.



Comecei ontem aqui a fase lúdica no banheiro, os livrinhos (aliás muitíssimo obrigada Tathy do blog Nossas coisas de mãe para filhos, que além de psicologa é uma querida e me ajudou com várias dicas, o livro Adeus Fraldas, Adeus só consegui adquirir pela internet, ainda não chegou, mas vai me ajudar pacas, for sure... e seu email e suas palavras também me ajudaram muito viu?), comprei um outro livrinho que tem vários bichos no troninho e faz um barulhinho de descarga! Ele curtiu, comprei álbum de figurinhas pra brincarmos na hora que ele conseguir ir fazer cocô, fiz massagem na barriga com óleo johnson que minha fisio me ensinou, e hoje pego um floral que minha mãe receitou pra ele... ou seja, estamos indo... pra ajudar apareceu uma febre desde segunda final do dia e ele passou a gripe para a mamis aqui... como eu já postei aqui, não basta ser mãe, tem que participar da doença do filho...rs.
Prometo dias mais coloridos nos próximos posts, só estou um tico cansada desta história de "cocô" , aliás se eu pudesse nem ouvia essa palavra, porque não aguento mais ouvir 300 vezes por dia "quero fazer cocô" e segundos depois: "não quero mais", mas enfim, voltando a vaca fria, mãe tem que ter nervos de aço, mãe consegue, mãe faz, mãe acontece, mãe dá conta... só acho que vou precisar de férias depois que isso tudo passar hahahahahha

Deixo vcs com esta música que eu AMO do Arnaldo Antunes, aliás amo tudo o que ele faz, enfim, esta música é linda e perfeita para o momento....boa trilha para o meu dia....




beijos de mãe que busca terapias alternativas para sanar os problemas do filhote