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14 de abril de 2012

OS 10 MANDAMENTOS DO IRMÃO MAIS NOVO

1- Herdarás não só os brinquedos, as roupas, os utensilios do irmão mais velho, bem como todas as viroses, infecções bacterianas e ziqueziras adquiridas na escolinha, no parque ou na pracinha. E seus pais terão que se virar nos 30 para cuidar de dois doentes ao mesmo tempo, com um pequeno intervalo de 2 dias, e darem-se por satisfeitos caso a zique-zira não se abata sobre eles e os empregados da casa também;
2-Tomarás croques, socos, beliscões e lambidas (tudo sem querer) do irmão mais velho e não chorarás;
3-Nunca terás uma bicicleta nova porque SEMPRE a bicicleta do seu irmão mais velho que não servir mais passará para você, acostume-se;
4-Terás um ídolo por toda a vida (ou pelo menos pela primeira parte da sua vida) que será seu irmão mais velho, aquele que desbrava o mundo e você vai seguindo as pegadas que ele já deixou;
5-Dividirás a mãe, o pai, os brinquedos, a babá, e todas as suas coisas com o irmão mais velho numa boa, porque você é um ser evoluído no quesito dividir, uma vez que já chegou dividindo e nem sabe como é ser o único;
6-Terás todo conforto possível nas suas vestimentas, porque sua mãe já cometeu todos os erros de usar calças de alfaiataria, camisas e sapatos em um bebê de 3 meses, com o seu irmão;
7-Não terás fotos de TODOS os seus momentos registrados, só dos mais importantes e na maioria das vezes você terá companhia do seu irmão mais velho nas fotos;
8-Comerás tudo o que quiseres na idade que quiseres pois sua mãe já tentou fazer tudo certo com o seu irmão e agora com você ela só tem a pretensão de que você se alimente, afinal ela sabe que vai dar tudo certo;
9-Terás uma mãe muito melhor e mais relaxada pois de novo ela já cometeu muitos erros com o seu irmão mais velho e também já quebrou tabus e medos com ele, sobrando para você uma mãe mais experiente, mais tranquila, mais relaxada e mais feliz.
10-Jamais brigarás com seu irmão, pois tudo o que sua mãe espera na vida de você é que você e ele sejam os melhores amigos que já existiram em todas as galáxias nebulosas, portanto meu amado segundo filho, filho mais novo, meu caçula, pequeno buda, rei dos meus pensamentos, seja sempre esse menino bonzinho, amado, gargalhante, observador, balbuciador, sentante, esperto, querido com o seu irmão porque ele será seu melhor amigo por toda vida. E que sorte vocês tem de ter um ao outro. Feliz quase 7 meses!
Beijos de mãe pra filhos!

8 de março de 2012

ELES INSISTEM EM CRESCER...

Tenho percebido ultimamente no David, que está muito perto de completar seus 4 anos, uma vontade incontrolável de ser independente. As coisas que ele faz e sempre me pediu, hoje quer fazer sem pedir. Andar de elevador por exemplo, ele quer ir sozinho, e acha o máximo. Quer nadar sem bóia, mesmo ainda não sabendo nadar. Está aprendendo. Alguns comportamentos isolados vão mostrando uma nova fase chegando: ele está crescendo e querendo ficar independente em certas coisas.
Ao mesmo tempo que isso é muito feliz e um curso natural da vida, é uma coisa que me deixa com a pulga atrás da orelha e cheia de dúvidas: qual é a medida certa da liberdade que eu posso dar para o meu filho de quase 4 anos? Até onde é uma liberdade saudável e até onde pode ser prejudicial à ele e a nossa relação? Porque é tão difícil soltar para a vida um menininho que até ontem a noite era um bebê?
Eu me questiono o tempo todo e vejo que em paralelo as conquistas dele, à felicidade de conseguir colocar a própria roupa sozinho, a tirar a propria roupa, a fazer coisas que antes ele não fazia, ele precisa reafirmar seu amor por mim. Então todos os dias recebo uma grande declaração de amor. Acho que isso muito tem a ver com o caminho dele, ele vai seguindo e aí quando percebe que se distanciou de mim, sua mãe, ele volta e diz o quanto me ama, o quanto não quer viver sem mim e o quanto eu sou importante para ele. Do jeito dele, que é o mais importante. Fica muito claro que é o menino andando e voltando, andando e voltando. Até que ele se sinta seguro o suficiente para andar sem precisar voltar.
Como as crianças são espertas e como a vida é mágica e segue mesmo seu curso. Mas porque o tempo passa tão depressa? Porque eles insistem em crescer tão rápido? E porque eu preciso aprender tão rápido a poder dar espaço para a liberdade dele se manifestar sem perder meu poder de decisão de mãe? E como encontrar a equação perfeita para deixar ele ser feliz e acreditar na autonomia dele, fortalecer a autoconfiança sem deixar ele ficar achando que pode tudo?
Hoje acordei assim, questionando. Preocupada com o tempo. Como ele passa depressa. E ao mesmo tempo feliz, porque meu filho está prestes a fazer 4 anos e ele já é um menininho cheio de vontades de independência. Ponto pro David. E vamos nos adaptando as novas mudanças.
Os filhos crescem e aparecem. Isso é bom né?

1 de fevereiro de 2012

A ARTE DE SE DIVIDIR...

Saber se dividir é uma arte. Se doar também. Ser mãe é exercer o amor e a doação diariamente. Ser mãe de dois é exercer além do amor e da doação diárias, a arte de se dividir também. Saber se dividir é uma arte que requer prática e habilidade. E o resultado só é obtido com algum tempo de exercício. Tenho praticado diariamente o exercício da "divisão" minha de mim mesma para os meus filhos. Na maior parte do tempo estou com um deles ou com os dois. E nos momentos em que estou com um deles preciso explicar para o outro (muito mais pro David off course) porque vou estar com o outro naquele momento. No caso do Beny tenho que dizer para o David: "a mamãe vai dar banho no Beny, mamá e colocar para dormir ok?" Algumas vezes ele entende e outras questiona o porque não posso brincar com ele de estacionamento de carros ao invés de dar mamá para o Beny?
Sempre explico que o Beny precisa ser amamentado porque ele não sabe comer uma bisnaguinha sozinho... sempre uso o exemplo da bisnaguinha porque o David ama bisnaguinha...rs E algumas vezes ficamos os 3, ou melhor os 4 (a Twiggy também) enquanto eu amamento o Beny a noite para depois colocar para dormir... ficamos juntos no micro quartinho do Beny: o David brincando no chão com os carros, ou contando histórias e eu na cadeira de amamentar com o Beny (e a Tutu no tapetinho). Esta cena é bonita mas nem sempre ideal. Porque a brincadeira do David é sempre em bom som (gritaria) e acorda ou assusta o Beny SEMPRE. Eu acabo preferindo ter um momento só meu e do Beny amamentando ele tranquilinha no escurinho pra depois ele já cair nos braços de "morfeu". Porque também acho justo eu ter alguns momentos só com ele. Sem culpa. Eu e o Beny. Assim como eu tenho meus momentos (muitos) só eu e o David. Assim explico pra ele, que já ficamos juntos vários momentos e que o Beny tem direito de ficar um pouco com a mamy também. Que é justo.
Assim vou me dividindo entre um e outro, exercendo a arte de não magoar e de não me magoar, afinal também sou pessoa. Estou fazendo tudo em nome do amor maior por eles, para eles, mas é claro que nisso cabe também ensina-los que tenho vontade própria e muito amor para eles, e que alguns momentos são de um, alguns momentos são do outro, alguns momentos são nossos e alguns momentos são só meus. Tudo bem que nos momentos só meus a culpa sempre vai vir, mas eu já aprendi a conviver com ela. A culpa nasce junto com o bebê. E cresce junto com ele também.
O Ensinamento de dividir a atenção para multiplicar o amor é fundamental. Acho que o David tem melhorado porque tem percebido que o mundo não gira somente em torno dele e que as coisas não acontecem imediatamente na hora que ele quer. Ele tem que esperar a vez dele, assim como o Beny (meu pequeno budha) espera tranquilamente pela sua vez. E tenho explicado muitas vezes que agora não dá, que ele vai precisar esperar a mamy terminar isso ou aquilo para poder atendê-lo. Ele acaba desenvolvendo sua criatividade e brincando bastante sozinho (coisa que ele não fazia antes) e falando sozinho no mundinho dele inventando brincadeiras e mais brincadeiras. Isso é super positivo. O David gosta de tudo o que é do Beny. E a gente libera. Sempre. Ele quer os brinquedos do Beny, sentar na cadeirinha treme treme, deitar no play, entrar no berço e por aí vai... o acesso é liberado. Talvez por isso a relação deles seja ótima. É claro que o David tem ciúmes, mas mais da nossa atenção do que do Beny materializado pessoa. Se o Beny da risada o David acha graça. Se o Beny me faz rir ele também acha graça. Se eu faço o Beny rir ele quer fazer também, portanto a felicidade só contagia e não atrapalha. É muito gostoso.
E assim vou provando do sabor de dividir para multiplicar. Todos os dias.
E vc, já se dividiu por amor?

23 de janeiro de 2012

SOBRE O SONO...

Eu tive o David, e uma das coisas que me dava mais prazer era embalar o pequeno para faze-lo dormir. Era algo tão delicioso ficar olhando para aquela carinha que ia aos poucos fechando os olhinhos e se entregando ao sono profundo. Embalava ele ao som de canções de ninar, com luzinha baixa, lembro até do cheiro daquela época.
Mas aí ele foi crescendo, ficando mais pesado e resistindo cada vez mais ao sono. Haviam dias em que eu ficava irritada porque ficava ali por mais de 1 hora e nada de ele dormir. Aí trocava com o marido e ele chorava, depois destrocava e ele dormia, vencido pelo cansaço. Até hoje o David tem dificuldade para dormir sozinho. Exceto quando está cansado. Aí ele cai em qualquer lugar no sono profundo. Por dias esse motivo sono me tirou o sono, literalmente. Sempre fiquei preocupada com a "má educação" do meu filho para dormir. Sem falar que se por ventura ele acordar a noite (o que não acontecia ha muito tempo, mas agora que ele não usa fraldas noturnas e levamos ele ao banheiro a noite, ás vezes ele desperta) ele vem direto pra minha cama. Não volta pra dele, só quando a gente vai lá e coloca ele depois de ele adormecer na nossa.
Isso tudo se deve a minha paixão por fazer bebês dormirem no meu colo? Isso tudo porque até 1 ano e 8 meses eu fazia ele adormecer no meu colo? Sim, acho que sim. Mea Culpa.
E aí eu já ouvi muito por isso. Mas como não dar colo para um bebê chorando por companhia e atenção? Não consigo. Já tentei, mas não rola. Já ouvi que preciso fechar a porta e não aparecer, que na época do berço deixa chorando um pouco, depois o pouco vai diminuindo até se acostumar e aprender a dormir sozinho, mas nunca consegui fazer isso. Nunca consegui deixar o David chorar sozinho por 1 minuto sequer. Sempre voei para o quarto dele ao primeiro barulhinho. Então após termos nos livrado da fralda diurna, mamadeira, fralda noturna e chupeta, eis que nossa próxima meta é ensinar nosso filho de 3 anos e meio a dormir sozinho na cama dele.
Aí veio o Beny. E com ele a minha promessa de que tudo seria diferente. De que eu colocaria ele no bercinho diria boa noite e sairia. E de fato eu fiz isso. Algumas vezes. E ele ficou quietinho. Mas aí o mini pessoa começa a crescer e mostrar a que veio. E ele não veio pra ficar sozinho. Até que ele é um mocinho que dorme no próprio quarto no berço desde o primeiro dia na nossa casa.
Mas isso o David também fazia e não adiantou muito...
Durante o dia o Beny adormece brincando no tapetinho de atividades, ou na cadeirinha tremetreme, ou no colo, ou no sling, ou no carrinho passeando... Já a noite, ou ele adormece mamando na cadeira de balanço, ou se ele continuar acordado após mamar, ele adormece no meu colo. Eu revivendo aqueles momentos deliciosos de embalar meu filhote antes de dormir. Aí coloco no berço. Algumas noites ele fica bem, lá acordadinho e de repente quando eu volto pra ver ele já adormeceu. Outras noites (na maioria caso ele não tenha adormecido mamando) ele reclama até eu aparecer no quarto, e aí ele para. Aí eu saio e ele reclama. Eu volto e ele para. E assim ficamos. Até que eu decida insistir em deixá-lo no berço ou pegar no colo e fazer dormir. Faço as duas coisas, então em teoria já estou melhor do que eu era com o David. Mas estou longe de ser do jeito que eu pensava que eu seria, ou do jeito que eu almejava ser com o Beny.
Sou a mãe que gosta de ninar seus bebês. E depois eu me ferro. Tenho a sorte (bate na madeira 3x) de ter filhos que dormem bem. Mas não se pode ter tudo. Ou até se pode, mas o preço é alto. Pelo menos para mim.
Sweet dreams!

12 de dezembro de 2011

TCHAU CHUPETA, OI COELHINHO DA DURACELL

Eis que a chupeta se foi. Pois é. David e a Chupeta sempre foram um caso de amor. Desde o primeiro dia que ele colocou na boca, com 15 dias de vida, nunca mais largou. Era a "Pepê" e o Paninho. O Trio Parada Dura. Nos momentos de stress, choro, sono e aconchego eram sempre os três juntinhos: David, a pepê e o paninho. Mas um dia os filhos crescem e aparecem, os dentinhos começam a se pronunciar para frente, você leva o filhote ao dentista e sabe que é chegada a hora (ou passada a hora) de tirar a chupeta da vida do pequeno. Eu adiei este momento porque meu combinamento com o marri era de tirarmos quando o David completasse 3 anos. Porém, eu estava grávida de 5 meses quando o David completou 3 anos, e por este motivo resolvemos adiar para o final do ano, quando o Beny já tivesse nascido e o David já estivesse adaptado a vida com o novo irmãozinho.
O processo foi lento. Estamos falando sobre o abandono da chupeta desde o começo do ano. Falamos sempre que ele já está crescendo e que uma hora todas as crianças "jogam a chupeta fora". A gente combinou com o David que ele iria jogar as "Pepês" dele no telhado da nossa casa de ibiúna e iria ganhar um presentão em troca.
Depois que o Beny nasceu ele ficou mais com a chupeta do que ficava antes, algo que todo mundo me alertou que acontreceria. Desde sempre a chupeta servia para ele usar somente para dormir ou quando estivesse triste ou chorando e precisando de um "suporte emocional".
Depois que o Beny veio e ele ao invés de abandonar começou a se aproximar mais ainda da chupeta resolvemos que era necessário abandonar a chupeta no final do ano. Então combinamos com ele que em CHANUKÁ ele jogaria todas as chupetas fora em troca de um super presente.
Então um dia depois da escola ele me pediu para irmos até a loja de brinquedos comprar o presente porque ele iria jogar as chupetas fora. Nós fomos e ele escolheu várias coisas. Aí quando ele me pediu para comprar eu disse que ele teria que jogar primeiro as chupetas e dormir sem chupeta uma noite inteirinha para no dia seguinte comprarmos o presente. Quando saímos da loja e entramos no carro ele já pediu a chupeta. Vi que não ia rolar. Porém no dia seguinte ele voltou da escola e quis jogar as chupetas fora para ganhar o presente. Falou pra mim: -"Mamãe vou jogar todas as minhas chupetas no lixo lá de fora". Eu achei melhor ele jogar no lixo do banheiro dele porque assim em caso de emergência estaria mais fácil... Ele jogou! Porém a noite na hora de dormir foi um caos. Ele ficou muito triste, chamou pela chupeta mil vezes, e fritou na cama para dormir por umas 2h até ser vencido pelo cansaço. Foi muito cansativo e triste ver meu menino chorando e sofrendo. Eu sei que é para o bem dele e pelo próprio crescimento mas mesmo assim parte o coração. Porém foi uma atitude dele e não poderíamos voltar atrás.
Eu disse que o lixeiro já havia levado as chupetas e por isso não seria possível voltar a chupar chupeta. Contei uma história que os bichos vinham buscar as chupetas de crianças maiores e falei "ainda bem que vc jogou as chupetas, porque esta semana ainda suas chupetas iriam encher de bichos, eca"...
No dia seguinte ele acordou muito feliz com a conquista e com o fato de que iríamos comprar o presente depois da escola. E assim tem sido. Ele ganhou o presente, ficou feliz pra caramba, e a noite, como o sono da tarde foi extinto porque sem chupeta ele simplesmente não quer mais dormir a tarde, ele fica exausto e capota. Como tudo na vida tem o lado bom e o lado ruim, meu filho que é super ansioso virou o coelhinho da Duracell. Digo isso porque ele antes canalizava a ansiedade na chupeta, e nos momentos de excitação quando batia o cansaço a chupeta era o botão de "off". Agora que não tem a chupeta, ele simplesmente não sabe a hora de parar. E por mais que eu diga pra ele para descansarmos, dormir e afins, ele não consegue e desiste de tentar. Sei que vai levar um tempo até que ele consiga reaprender a dormir sem chupeta, mas estamos felizes com a conquista do nosso menino. Demorou, pois 3 anos e meio pra tirar a chupeta é bastante, mas valeu. E eu não poderia ter feito isso antes por causa da gravidez. Mas antes da gravidez eu poderia, mas acho que tive preguiça.
Então agora ele não dorme a tarde e fica ligadex e irritadex porém a noite dorme que é uma beleza e tem acordado mais tarde que o habitual. Pelo menos isso também é positivo.
Fiquei muito feliz com a conquista dele. Foi difícil e ainda está sendo, mas cada dia melhora um pouco. E aos poucos ele se desconecta da vida com chupeta. Ele ainda pede o pano, e a gente ainda deixa ele usar, mas só a noite quando vai dormir mesmo, e aí ele tem o flash back da chupeta e depois acaba dormindo. Logo mais o pano deve ir embora.
Eu sou contra atitudes radicais com as crianças mas tenho bastante incentivo do marri que é super objetivo e acredita muito na capacidade do David. Acho muito bom ele ser assim porque eu sou muito "maria mole" e fico adiando, e conversando até achar que o momento perfeito chegou, mas nem sempre ele chega.
Porém agora, perfeito ou não, ele chegou. E nosso filhote abandonou a chupeta. Por conta própria, por vontade própria e com as próprias mãozinhas. Ponto pro David. Primeira conquista só dele. Me enche de orgulho. Agora já tenho um mocinho em casa, sem fraldas noturnas, sem chupeta e sem mamadeira. Sucesso. Assim o Beny pode aproveitar seu reinado de bebê sozinho.
Beijos de mãe de um mocinho e de um bebê lindos e deliciosos
Imagem tirada daqui!

18 de novembro de 2011

Full Time Mommy

Os dias começam a ter mais horários livres onde eu posso correr de um lado para o outro e escolher o que fazer...
As mamadas ficam menos anárquicas e a rotina do Beny começa a existir e funcionar... toda a família adaptada ao novo serzinho tão amado e nós todos adaptados à feliz existência dele em nossas vidas. Ter o Beny por aqui é maravilhoso. O Beny tem trazido para mim uma maternidade mais tranquila. Me descubro uma mãe mais segura, com menos preocupações, mais leve, mais feliz. Tenho menos posse com ele do que tinha com o David, toda a ajuda que venha com meu pequeno é bem vinda. Já começo a conhecer seus barulhinhos, seus chorinhos, suas preferências (como por exemplo o fato de que ele prefere mamar no meu peito direito do que esquerdo...) o que o faz feliz, as coisas que ele não gosta muito...
Exercer a maternidade com o segundo filho é uma possibilidade de se redescobrir uma mãe diferente. Tenho sido mãe full time. Nem me recordava direito desta fase com o David... lembro algumas coisas importantes, mas não me lembro da rotina entre mamadas deste início de vida... Com o Beny tenho aproveitado cada minuto para ser mãe dele, e para ser mãe do David. Me divido entre os dois o tempo todo e vejo que o Beny tem um pouco menos do que o David já teve: ele espera mais, ele suporta mais (luz, barulho, quebras de rotina) ele está sendo muito amado, querido e cuidado, mas com menos neuras e nóias do que fomos com o David. Apesar de eles serem completamente diferentes, o caminho com o segundo filho é um caminho mais familiar, mais conhecido, que te dá mais segurança para dar o próximo passo... Estou feliz por sido abençoada com esta pessoinha querida amada saudável e cheia de vida e por poder através dele me reinventar como mãe, me redescobrir neste papel que eu tanto amo desempenhar: o de mãe. Espero que eu continue assim...
O Beny tem olhos azuis da cor do mar no fim do dia. Eu acho que ele tem olhos de ressaca. Assim como a Capitu de Dom Casmurro... Ele tem um olhar lindo, profundo e meio fechadinho... o mesmo olhar do pai dele. E quando ele me olha com aquele olhar de ressaca apaixonante sinto um amor profundo por ele, e vejo como a natureza é mágica ao fazer a gente amar tanto um serzinho, mesmo já amando tanto outro serzinho irmão dele, e descubro que o coração de mãe é elástico, e que cabe muito muito amor dentro do meu ser materno.
O Beny tem cólicas, depois de algumas mamadas ele tem um super desconforto e se contorce todo... eu achava que era refluxo, porque como o David teve, é claro que eu achava que o Beny também poderia ter, mas parece que é cólica mesmo... Bem vinda de volta ao observatório dos bebês, tudo é observar, e testar até achar o que pode ser de fato. Não se tem respostas prontas quando se trata de bebês. Eu uso funchicória na chupeta, que ele insiste em cuspir sempre... e bolsinha de água quente e muito colinho, mais sugestões? estou aceitando todas...
E a outra parte é que estou Mommy full time, ou seja, este mês ainda estou trabalhando zero, descansei dos freelas, a Mamma Mini está vendendo suas peças através do site mas só teremos coleção nova a partir do ano que vem, e cheguei a conclusão de que preciso de uma sócia para dividir o trabalho comigo, alguém se candidata? Dezembro agora tem férias, nossa casa de campo finalmente ficou pronta após uma looooooooonga reforma, pretendo passar muitos dias lá com os pimpolhos e curtir estes momentos que passam rápido e nunca irão voltar... hoje me peguei dizendo para o David que eu não estarei em casa com ele o dia todo para sempre, que logo mais eu volto a trabalhar... me deu um aperto e ao mesmo tempo um alívio. Eu adoro trabalhar. Me faz sentir viva, me dá um prazer danado. Ao mesmo tempo amo ser mãe dos meus filhos e amo e faço questão de estar presente na vida e no dia-a-dia deles. Então o meu tão conhecido dilema continua, o que será da minha vida maternidadextrabalho com 2 filhos? Agora não sei ainda, mas sei que tudo se encaixa, e não vou me preocupar... porque está tão bom...
E para quem quer continuar esse assunto MaternidadeXTrabalho, tem uma reportagem gigante na revista CRESCER deste mês sobre o tema, e lá vc encontra umas palavrinhas de euzinha da Silva pois participei de um grande e delicioso bate-papo com outras mães que trabalham sobre o tema lá na revista (aliás tema que é tão familiar para mim... motivo das minhas maiores relfexões...) Eu só soube que a entrevista tinha saído porque a minha amiga Camila me falou pelo twitter que tinha lido lá... vejam como estou antenada! rs rs
O Beny fez 2 meses, é um bebê grande e fofo, levei os dois no pediatra juntos e foi super engraçado, eu falava de um e o pediatra achava que eu tava falando do outro, mas o importante, o feliz é que tá todo mundo saudável, e tem coisa mais importante que isso na vida de mãe?
beijooooooooooooooooooooo

6 de setembro de 2011

O GRANDE ENCONTRO...

O que mais penso ultimamente é no momento do encontro do David com o Beny, quando ele vier ao mundo. Mais do que no meu encontro com ele (que só de imaginar já me enche os ólhos d'agua pois sei que vou chorar muito de emoção...) fico pensando como vai ser o GRANDE encontro dos dois. Talvez seja um pequeno encontro nada marcante para o David ou para o Beny que nem vai se lembrar, mas pra mim vai ser algo muito muito importante.
Falar que a segunda gravidez é completamente diferente da primeira nem cabe mais aqui, porque isso já é óbvio e comprovado por várias mães... mas o que tenho visto e ouvido ultimamente são várias dicas de como cuidar do primogênito durante o período de gravidez e pós parto para que ele não sofra muito com o momento novo. Dizem que tudo depende muito dos pais e da forma que eles encaram a situação. Se os pais encararem como algo normal que é a chegada do irmão, sem muitas crises a criança sente que tá tudo bem e fica melhor... se os pais ficarem cheios de dedos e criando uma situação maior do que é a criança pode sofrer mais...
Pra mim é tudo novo. Dentro de 1 semana e pouquinho terei o início da comprovação destas teorias acima. Vamos viver na prática como será inserir um novo serzinho para ser amado e cuidado dentro das nossas vidas sem que o David sofra por perder o posto de filho único. Vamos tentar ressaltar as vantagens de ter ele um irmão na vida. Já li e reli um milhão de coisas na internet, nos livros, mas eu sei, que só na PRÁTICA é que vou saber como fazer isto, e tenho certeza que tem uma grande fórmula: com muito amor de mãe.
A gente recebeu a dica de comprar um presente bem legal pro David, uma coisa que ele ame e queira muito e levar pra maternidade pra contar que o Beny que trouxe pra ele. Pra ele achar o Beny muito legal. Pode ser materialista XYZ mas eu gostei, e vou fazer. Inclusive o David já sabe que o Beny vai trazer um presente pra ele e me perguntou quem vai tirar o presente da minha barriga? rs rs rs
Hoje vou fazer o último ultrassom do Beny. Eu adoro dia de ultrassom porque vejo um pouco do meu mini, mesmo sabendo que aquelas imagens nada tem a ver com o bebê real, saber que está tudo bem com líquido, bebê, placenta e cordão me deixa feliz e tranquila. Ouvir o médico dizendo que tenho um bebê cabeludo na barriga também. Não levei o David em nenhum ultrassom. Achei muito subjetivo pra ele. Já é subjetivo pro meu marido...rs
Eu me lembro que o último ultrassom do David com 37 semanas (ele nasceu de 40) ele parecia uma "coruja bochechuda". E me lembro também de que a médica que fazia os ultras dizia que a parte óssea do rostinho dele era igual a do meu marido. Tudo errado... ele nasceu nada bochechudo e com o meu formato de rosto, rs. O peso estimado se aproximava, mas era diferente também. Afinal são estimativas, a gente só vai conhecer tudo mesmo na hora que nascer. O Beny vai nascer semana que vem, caso ele não se antecipe. Ele tem prazo porque eu tive uma complicação no parto do David, e agora as coisas são diferentes e programadas.
Mas sei que a vida é uma caixinha de surpresas e que idependente da nossa programação o Beny virá numa "boa hora", na melhor possível pra ele e pra mim, e a família toda está super ansiosa pela sua chegada. O David tem gostado de se esconder embaixo do berço do Beny com alguns livrinhos que o Beny ganhou no chá de livros. Ele leva tudo pra baixo do berço e fica lá até ser encontrado. A gente entende como um ato de ciuminho e pra chamar a nossa atenção. Mas somos compreensivos, a gente sabe que ele está vivendo um momento diferente e vai precisar muito do nosso apoio. Já decidi também que meu marido não dormirá comigo na maternidade e sim com o David. Porque acho que pra ele ficar sem o pai e sem a mãe ao mesmo tempo não vai ser uma boa.
AGRADECIMENT
Tathy querida do coração, quero te agradecer publicamente pelo carinho, atenção e amizade ao me enviar os livrinhos para o Beny e para o David. Quando vc está grávida e já tem um filho e alguém se lembra do seu primogênito na hora de dar um presentinho para o baby é o máximo. Eu acho que só adquiri esta sensibilidade agora, porque é algo que quando a gente tem só um filho não passa muito pela cabeça. Obrigada querida, além da sintonia fina que tivemos (de vc nos presentear com livros), o David amou o livrinho dele e o do Beny rs.
Agora a reforma de ibiúna está acabando, o Beny está chegando, junto com a primavera, jajá é ano novo judaico.... e eu carrego minha barriga gigante mexe mexe e meus pés super inchados (tava me achando porque ainda estava grávida magra sem nenhum inchaço...rs) e espero, ansiosamente, a chegada do meu pequeno. E voltarei aqui, me aguardem, para contar como é ter dois filhotes em casa. Vai começar tudo de novo...rs

25 de julho de 2011

"MAMMA LET ME GO..."

Você precisa se libertar...
Já ouvi esta frase diversas vezes quando o assunto é meu filhote amado e sempre fico pensando:
"será que preciso mesmo me libertar?"
E vc deve estar pensando do que preciso me libertar... normalmente quando ouço isso é porque estou preocupada com alguma coisa do David e não estou curtindo o momento, por exemplo:
-se ele vai comer alguma coisa num evento ao invés de ficar só brincando com os priminhos ou amiguinhos, se ele está agasalhado o suficiente, se ele vai se machucar em certo lugar que ofereça algum perigo, se ele está bem, como ele está... enfim... sempre que deixo ele mais "solto" digamos assim, me preocupo com o que ele fará com a liberdade dele no auge dos seus 3 anos, e a resposta é que sempre é uma supresa. Eu acho que me preocupo num nível saudável de mãe um pouco superprotetora...rs rs rs... Uma mãe mais desencanada diria que eu me preocupo demais, uma mãe muuuuuuuito encanada diria que me preocupo normal...rs rs rs, depende do ponto de vista...
Mas isso me faz pensar sempre no seguinte: "qual é a dose?" "qual é a medida da preocupação certa tolerada pela sociedade para uma mãe ter com seu filho, e que não o impeça de andar com suas próprias perninhas?"
Porque ok querer cuidar e proteger, mas desde que este cuidar e proteger não atrapalhe o desenvolvimento do seu filho, porque aí eu acho que o "super" proteger pode ser um fiasco e péssimo para ele e para vc.
  • Sempre acho que meu filho é muito novo para certas coisas... ir no estádio... vc acha que 3 anos é a idade adequada para uma criança ir ao estádio? meu filho já foi uma vez.... e até saiu no jornal (modéstia a parte, ele é lindo mesmo...rs rs rs )
  • Dormir fora de casa, vc acha que 3 anos é uma idade boa para dormir fora de casa? não tô falando casa de avô e avó, essa não vale, porque isso ele dorme desde sempre... rs, mas dormir fora de casa, na casa de pessoas queridas da família ou amigos sem supervisão da babá dele, simplesmente fazer a malinha e entregar o pacotinho, rola? (o meu já foi 3x dormir na casa dos tios do meu marido que são incríveis e cuidam dos sobrinho-netos com o maior amor do mundo e ficou super bem nas 3x... em compensação já fui buscá-lo 1 da manhã na minha mãe porque ele simplesmente disse que só iria dormir com a mamãe e com o papai.....eu sempre que o deixo para dormir fora fico preocupadinha com ele de ele ter uma vontade de voltar pra casa no meio da noite ou coisa parecida, mas confesso que ter um tempinho livre principalmente agora com os preparativos do Beny tem sido bom...) Mas não ter ele em casa mesmo que por 3 noites já é estranho... gosto de saber se ele dormiu bem, se está comendo bem, se está feliz e se divertindo...
  • O Mito dos gelados e friagens... já li um milhão de vezes que quem deixa seu filho doente é o vírus e a bactéria e não o vento ou a friagem, ou a água gelada, mesmo assim me preocupo se começa a esfriar e bater aquele ventinho e colocar um casaquinho, ou colocar uma meia no pé gelado e por aí vai... porém pra compensar eu libero sorvete sempre no verão ou inverno, se estiver doente ou sadio, e ele bebe sempre água gelada e com gelo durante o ano todo... assim como a mamma dele... Mas um monte de amigas minhas não deixam os filhos beberem gelado quando estão meio resfriados e tal... o que vc acha do mito dos gelados? e do mito da "friagem"?

Mea culpa, eu fui criada por avó durante o dia e mãe a noite, vc sabe o que é isso? Avó é aquela pessoa que te ama muito e deixa vc fazer o que quiser, porém ela também tem aquelas preocupações baseadas em "crendices populares"... pelo menos a minha é a própria CRENDICE POPULAR... então eu cresci ouvindo:

-leve um casaquinho!

-não coma manga depois de tomar leite

-não lave o cabelo e saia no vento

-não pode olhar no espelho quando terminar de comer

-não pode brincar na piscina depois do almoço

-não pode tomar gelado

-não pode sair do banho e ficar descalço...

e por aí vai... sem falar que minha avó é a pessoa mais superprotetora e amorosa do planeta..... daí que pra pessoa se desapegar destes "ensinamentos" de avó precisa de muitos anos, terapia e de um marido filho de médico com ensinamentos opostos. Aí a pessoa vai ficando digamos que um pouco mais normal. Mas eu me acho normal. Cuidadosa, porém normal. Acho que a minha preocupação maior é o maior medo da minha vida, que anos de terapia infelizmente não levaram ele de mim:

O medo de perder as pessoas que eu amo e as coisas realmente importantes p mim.

Coisa de gente órfã que perde pai ou mãe muito cedo (no meu caso pai) e aí a pessoa feliz nos seus 4 anos de idade, na plenitude de sua loirice e de sua linda infância cor-de-rosa descobre que merdas acontecem e fica com esse "calo" pro resto da vida guardadinho dentro do sapato e que de repente não mais que de repente quando vira mãe potencializa seus cuidados com a cria na insana intenção de que seus cuidados possam proteger aquele ser num cocoon mágico e livrar aquele ser mais amado de toda a galáxia nebulosa de todas as coisas ruins do mundo (wish i could).

Eu me esforço (juro) para deixar meu filho livre para fazer suas escolhas, para deixar ele se aventurar por terrenos desconhecidos, para incentivá-lo a vencer desafios, porém sempre aparando e dando a mão quando ele precisa. E não é uma tarefa mega fácil. Quero estar sempre presente. Sei que não vou estar presente em muitos momentos, mas acho ele tão pequeno ainda....

Não quero ensiná-lo que ele PRECISA fazer isso ou aquilo ser DESTE OU DAQUELE jeito, odeio imposições, ou competições porque se o amiguinho fez isso ele tem que fazer, ou se o primo já sabe fazer isso ele tem que aprender.... nananinanão... não partilho desta idéia de seguir o fluxo... mas sim da idéia de ser vc mesmo e construir quem vc é baseado nos seus desejos e nas suas aptidões...

Gosto de deixá-lo livre para fazer o que se sentir seguro e confortável porque já aprendi que este é o jeito dele. Eu respeito. E a personalidade dele é exatamente assim: ele vai onde se sente seguro, faz o que está pronto e no tempo dele. O que acho simplesmente ótimo. Se ele vai ter algum débito por ser assim? Nós temos débitos e créditos a vida toda por tudo o que fazemos, portanto ele vai dar conta das coisas da vida dele... tenho certeza.

O que eu queria hoje era explicar meu ponto de vista e divir sobre o tema (tks for sharing my friends) porém eu adoraria saber mais sobre o posicionamento da blogosfera materna e leitoras maternas em relação aos cuidados com os filhotes e até onde somos "normais" nesses cuidados?Para fazer um grande caldeirão de experiências, juntar tudo e ver qual o cardápio para nossos filhotes!rs

Beijos de SUPER mãe PROTETORA rs rs rs

7 de abril de 2011

"A GRAVIDEZ E O PRIMOGÊNITO"

Ser mãe e estar grávida é completamente diferente de estar grávida do primeiro filho.
Na primeira gravidez você vive aquele momento "eu e minha barriga, minha barriga e eu" plenamente, tem tempo de sobra para planejar tudo do bebê (aliás só pensa nisso durante os quase 10 meses que seguem), descansa quando precisa, se cuida mais que tudo, e o bebê vem antes de qualquer coisa na vida.
Uma delícia.
Eu amei ficar grávida do David. Tive uma gravidez tranquila, feliz, sem enjõos, sem nenhuma outra mazela de grávidas,exceto o pézinho de "pão" que eu adquiri a partir dos 5 meses e que não me abandonou até o nascimento do David, me fazendo mudar o meu número de sapato de 35 para 36 em definitivo.
Registrei tudo, absolutamente tudo na gestação: meus sentimentos, minhas mudanças físicas, fotos da barriga semana-a-semana desde soube que estava grávida e por aí vai...
Com o new baby as coisas são bem diferentes.
Não foi menos desejado que o David, é claro.
E ao descobrir a gravidez com o positivo do exame de farmácia, ver o primeiro ultrassom, ouvir o coraçãozinho batendo, sentimos a mesmíssima emoção como se fosse a primeira vez, com a diferença de que a gente está mais escolado para esses momentos, está mais segura por saber mais ou menos o que vem pela frente.
Mas desta vez não tirei nenhuma foto ainda :(
Estou registrando o que posso sempre que possível (agora tenho o blog, que não existia antes do David!)
E passei mal pra caramba até as 11 semanas... Depois começou a melhorar.
Agora não tem a ansiedade da gravidez do primeiro filho que é absolutamente tudo novo. Mas eu sou gata escaldada e como tinha tido um aborto pregresso o começo da gravidez foi de muito cuidado e muito silêncio. A gente tinha muito medo que pudesse acontecer de novo e fizemos um combinamento de que guardaríamos nossa notícia maravilhosa até termos plena certeza de que a primeira fase (trimestre) havia passado e o baby estava bem. Passado o primeiro trimestre, os enjõos, a indisposição e o medo, pude começar a curtir a gravidez como se deve: FELIZ.
Contamos para os queridos. Começamos a tornar real a nova benção na nossa vida: mais um filhote a caminho.
Pra mim a coisa mais importante nesta gravidez tem sido pensar sempre no David antes de qualquer coisa. Nos sentimentos dele, em deixar ele confortável com a vinda do irmão, em relacionar sempre o assunto do baby com coisas positivas, em não falar demais pra não enciumar, não encucar, não deixar ele fantasiar demais com o tema... Porque a real dos fatos é que ele não faz mesmo idéia do que vai ser a vida dele daqui pra frente, e a gente faz uma vaga idéia, mas também não sabe como será o "liquidificador" da vida com 2 filhos.
Mas quando penso que vou ter dois filhos, que vou ter mais uma mini pessoa pra amar, cuidar, me preocupar como uma louca desvairada, e viver o turbilhão de ter um rescém nascido em casa de novo me dá um frio na barriga. E uma felicidade gigante. E tô nesse momento de aproveitar a parte boa que finalmente chegou e que está demais!
Só sabemos que a medida que as semanas vão passando, os traumas vão ficando pra trás, as preocupações mudam, e me sinto mais madura, e mais pronta para esperar por este mini pessoa na minha barriga que eu já estou completamente apaixonada. Quando dizem que a gente não vai dividir o amor a gente vai multiplicar, não é brincadeira não...
Antes de engravidar tinha muito medo de ter que dividir o amor do David com outro bebê, de ele perder alguma coisa com isso, mas na verdade, o amor só aumenta, porque assim como o amor pelo filhote cresce a cada dia (mesmo entre birras e atravessando fases, cada uma no seu tempo) já sinto essa pessoinha tão pequena ganhando seu espaço nas nossas vidas... hoje o espaço dele aqui em casa é um pedaço de um armário (com uma parte das roupinhas do David que vão passar pra ele junto com os presentinhos que ele já ganhou), dentro de mim o espaço dele vai aumentando a cada dia que passa, vejo o David alternando momentos de fofurice de querer minha barriga, beijar, fazer carinho com outros em que ele fala que tá bom assim, que não precisa de bebê.
Essa semana peguei uma fantasia de pirata dele que já está um pouco pequena e mostrei pra ele se ele queria usar, ele me disse:
"eu já tô grande mamãe, vamos dar essa fantasia pro bebê"!
Me emociono.
Assim como me emocionei também quando ele falou : "eu vou ajudar você e o papai a cuidar do bebê, vou ensinar ele a jogar bola, brincar de carros" ...
A Lia fez um post lindo hoje sobre a Multiplicação do Amor, amei e recomendo. Acho que é perfeito para descrever esse momento.
Sei que rolou uma bloggagem coletiva hoje, sorry girls mas este post escrevi ontem, e nem lembrava da bloggagem de hoje, quando vi era too late... Memória de grávida não é das 10 mais né?
Beijo de mãe embalada no amor

31 de março de 2011

QUANDO A GENTE ESTÁ PRONTO, TUDO ACONTECE...

Acho que as maiores reflexões da minha vida são sobre o tempo. Em diversos aspectos. Fico pensando hoje que tantas coisas na vida de mãe que foram "perrengue" no momento depois passam pela gente tão tranquilamente e entram tão nos eixos que parece que nunca existiram...
Mas para isso existe a nossa memória né? e Mãe só não tem memória para o que não quer, ou quando está grávida...
Eu me lembro dos dramas que vivi com o David quando ele era apenas um baby e eu tinha que voltar ao trabalho... o primeiro de todos foi ter que fazer ele provar o leite artificial para ver se ele não morreria de fome caso algum dia os vidrinhos de leite da mamma dele (na época vaca leiteira) não dessem conta do recado... sofri, fiquei super mal achando que estava acabando com a vida do meu filho, e deu tudo certo. Ele claro amou o leite artificial e o desmame com ele foi super tranquilo, perto de 6 meses.
Então veio o refluxo, e os remédios para refluxo que ele tomou até 11 meses. Um saco.
Aí veio a introdução ao suco de laranja que ele detestou, eu dava na seringa do remédio de refluxo porque não me conformava que ele tomava remédio super bem e não tomava suco. Mais uma que passou...
Depois teve o case da prisão de ventre por causa do leite artificial... até que ele entrasse nas frutinhas e eu pudesse regular melhor o intestino dele com as frutas, foi um caos....
Depois foi a transição para a papa salgada, logo de cara eu fiz a primeira papa da vida dele com os seguintes ingredientes:
fígado
feijão
espinafre
batata
Ele odiou. Também mamãe não precisava misturar fígado e espinafre na mesma primeira papa né? algo como cenourinha e batatinha tava bom.... Depois deu tudo certo, se tornou um comedor de papinha ADDICTED e tudo deu certo...
Depois a fase dos dentinhos, que demoraram muito pra sair e eu tinha certeza que meu filho ia ser banguela pro resto da vida
No consultório do pediatra: -"Meu filho vai ter dente doutor? Mesmo?"
Depois veio a transição para a comidinha separada, demorou pra caramba pra ele se adaptar a comer a mesma coisa que a gente aqui em casa, foi um loooooooooooooooooooongo processo...
Depois o desfralde que foi um grande MARCO na nossa vida aqui em casa, porque tudo o que vc pode imaginar acontecer aconteceu, ele travou o cocô, ficava dias sem fazer, a gente colocava supositório, ele gritava, esperneava, foi um caos total, eu estava a beira de um ataque de nervos quando descobrimos que ele tinha vermes, e aí ECA depois de tratado tudo ficou perfeito e o desfralde foi concluído com sucesso... enfim....passou...
Depois tiramos as mamadeiras, tão tranquilamente que nem percebi que elas existiram um dia.
Depois foi o apego ao PENICO. Ele não queria passar do penico para o adaptador de assento... em novembro do ano passado tentamos tirar na marra e ele ficou 4 dias sem ir ao banheiro. Voltamos com o PENICO. Eis que este mês de repente eu tirei o penico de circulação falei que ele já era um mocinho e que PENICO era coisa de bebê e pronto! Nunca mais ouvimos falar do dito cujo aqui em casa. Porque ele estava pronto. E por mais Rush que eu e mon marri tenhamos para iniciar as fases do David, elas só acontecem quando ele está preparado para elas.
A gente inicia, dá empurrãozinho, mas o processo só se conclui na hora que ele já vivenciou aquilo, já se adaptou, já está preparado para abandonar o velho e dar espaço para o novo. A gente aprendeu a lidar com nosso filho. E aprendemos todos os dias algo novo sobre ele. E isso é mágico, maravilhoso, um presente dos céus para quem tem oportunidade de ter filhos. Conhecer tanto tanto aquele ser que você ama incondicionalmente que pena, sofre mas faz tudo todos os dias para que ele cresça, amadureça e cumpra seu ciclo da vida... do jeitinho dele, no tempo dele, a gente tá aqui para facilitar, mas não para fazer por eles. E como a natureza é sábia, ela nos mostra o quanto não controlamos o tempo.
Ainda temos muito pela frente: O DESFRALDE NOTURNO que iniciamos de maneira muito muito lenta e tranquila, estudando os habitos noturnos do nosso filho, estudando como ele acorda para fazer xixi, que horas, como é pra ele, e tal... meio período da noite sem fralda meio período da noite com fralda, estou aguardando o tempo dele... mas já demos o empurrãozinho necessário inicial.
Depois vem a chupeta.
E claro, a adaptação com o irmãozinho que vem por aí. Eu sei que não vai ser fácil pra ele. Mas sei que ele dá conta, confio no meu filho. E sei que ao termos outro filho, estamos dando um grande presente para o David: o melhor amigo da vida toda. Assim espero. E claro que mãe de segundo filho fica pensando como o primeiro vai ficar. Então o mais importante pra gente agora, é ter nosso baby amado saudável e perfeito, mas que nosso primogênito do coração veja as vantagens de ter um irmão, de ver a família aumentar e consiga lidar com o ciúme, que inevitavelmente vai aparecer. A gente só espera que o AMOR seja maior. E supere tudo o que virá.
Um beijo de mãe grávida! (gente acabou o mistériooooooooooooooooooooooooooo! rs)

25 de março de 2011

IRMÃOZINHO

Mamãe vai me dar um irmãozinho Estou contente Que bom Meu pai diz que é ruim ficar sozinho E tudo que é meu será dos dois Até a mamãe e o papai de nós dois Mamãe vai me dar um irmãozinho Estou contente Que bom O nosso apartamento é pequeno E o meu quarto é pequenininho Então papai e mamãe me disseram Dá-se um jeitoQue vale? O que importa? Que o filho já tá quase batendo na porta! Vai pegar meus brinquedos! Mamãe vai me dar um irmãozinho Estou contente Que bom Até que é bom ficar sozinho Não sei porque o papai diz que é ruim O que é ruim pra ele, é bom pra mim Perguntei se pelo menos ele vai saber que eu sou sua irmã Responderam que não... vou ter que esperar... Mamãe vai me dar uma irmãzinha Estou contente Que bom Papai diz que é ruim ficar sozinho E tudo que é só meu será dos dois Até a mamãe e o papai de nós dois Mamãe vai me dar uma irmãzinha Estou contente Que bom O nosso apartamento é pequeno E o meu quarto é pequenininho Então mamãe e papai me disseram Dá-se um jeitoQue vale? O que importa? O nenê ja tá quase batendo na porta! Vai pegar meus brinquedos!

25 de fevereiro de 2011

A PARTE CHATA...

Ontem foi um dia ruim aqui em casa. Na verdade não o dia todo. O dia estava bom, tudo ocorreu normalmente, o David me fez companhia na loja de artigos para festa para comprarmos as coisas da festinha da minha irmãzinha adotiva de 4 anos. Foi uma festa ele perambulando pelos temas da loja e querendo alcançar o banner gigante do Relâmpago Mcqueen e tal...
Aí depois de ele brincar exaustivamente de bola, e agora ele joga bola por horas sem parar, voltou preto L I T E R A L M E N T E. Suado. Precisando chamar o esquadrão da limpeza. Eis que começou a lenga. Vamos tomar banho! E ele NÃO! Depois de ouvir uns 77 nãos e o menino "berrando que não queria tomar banho" ele foi para o banho a força. E não parava de chorar, ou melhor gritar.
A coisa que mais me tira do sério na vida é ver choro ininterrúpto. E mais importante de tudo: sem motivo. Aquele choro de manha e birra que não tem lágrima mas que tem muito som? então, esse eu detesto.
Eu sou super conversa. E sempre tento ficar explicando o inexplicável para o David. Mas é claro que ás vezes ele nem tá ouvindo o que eu estou falando. E isso me deixa super nervous...
São momentos tão chatos de ser mãe, tão difíceis....
Uma mistura de tentar controlar a situação para seu filho não virar um mal-educado-que chora por tudo... ou de tentar modificar a situação para que ele se distraia com alguma coisa e esqueça porque está reclamando que vai pro banho.....
Pra mim é super difícil viver essas situações birrentas porque eu vejo aquele menininho que ontem mesmo era um bebê tão bonzinho que nem chorar chorava.... e depois aquele micro menino que andava cambaleando por aí distribuindo seu sorrisão para todos os lados, incapaz de fazer um desaforo... ou uma manha...
e aí vejo hoje essa pessoinha, cheia de vontades e opinião própria, querendo conquistar o mundinho dele aqui em casa, querendo passar por cima da vontade da mãe dele que sabe o que é melhor pra ele... é difícil ver isso. Sofro e choro.
Meu marido me fala que sou muito dramática. Que ele é criança e criança faz birra de vez em quando. Que nosso filhote é super bonzinho e a cada 4 meses apronta uma dessas. Tem sido assim, é verdade. Mas cada uma dessas é um desgaste, fico super deprê de ter que ser mais linha dura com ele, e de ter que ouvir o que ouvi ontem:
"eu não quero ficar com você". Dói viu, dói muito.
Ainda mais de alguém que eu falo que amo todos os dias e que olha pra mim tão deliciosamente toda noite e me fala: "boa noite mãe, te amo". De um menino tão afetivo e amado como ele.
É claro que a louca aqui não quer dizer que o criatura de 2 anos e quase 10 meses tem consciência plena do que está fazendo. Eu sei que ele está crescendo, se desenvolvendo e que ás vezes fica difícil lidar com as frustrações dele e com a falta de controle dele em relação as situações. E que ele é absolutamente normal por fazer isso e vivenciar isso. Mas é difícil ver minha cria sendo possuída por uma nuvem negra e transformando um momento não quero tomar banho em uma "tormenta".
E aí maternas do mundo, será que todo menino odeia tomar banho desde cedo? E será que as birras nos acompanham até 4 anos? Aiaiaiaiaiaiaiaiiaiaiaiaiaiaiai, help!
beijos de mãe que padece no paraíso....

9 de dezembro de 2010

TOP BABIES AND KIDS 2010!

Lorenzo lindo filho da Cá e do Lú, treinando seus primeiros passos de T-Shirt Woodstock Mamma Mini
Vitinho Príncipe filho do Jú e da Má de Regata Caveira e short Bubble Mamma Mini
Lorenzo lindo filho da Sá e do Mau Gallian - de Monstrinho e Calça ConfortMamma Mini!
Luli Linda filha da Pati Papp de Mamma Mini - Alice No País das Maravilhas
São ou não são os top babies da parada? Lindosssssssssssssssssssssssssssssssssssss
beijos de mãe

11 de outubro de 2010

COISA DE PAI E MÃE...

Como pai e mãe é (em sua maioria) babão mesmo e gosta de falar das crias, é claro que adorei quando fui convidada para ir a um café da manhã na revista crescer falar com outros pais e mães blogueiros sobre blogs e filhos. E foi realmente o máximo. Alguns de vcs ja viram a matéria, outros não, mas dividir experiências e conhecer algumas carinhas por trás dos blogs que a gente já "frequenta" é uma experiência deliciosa. Sem falar que foi uma grande união de cabeças "blogueiras" pensantes falando sobre a faca de dois "legumes" que é ter um blog. Pra todo mundo o blog é uma delícia e funciona como uma terapia, e claro que cada blogueiro tem sua medida em relação a exposição de famílias, filhos, fotos, coisas que querem dividir, coisas que não dividem jamais, isso é super pessoal. Mas o "brain storm" que rolou lá foi legal porque tivemos a possibilidade de abrir a cabeça e perceber outras opiniões, outras formas de vivenciar as coisas da maternidade e paternidade e foi um momento único. Gostei muito. Aliás, eu adoro esse tipo de encontro. Sempre digo que gosto da troca, por isso trabalhar sozinha é tão difícil para mim. NOTA Quem quiser ir ver a matéria na íntegra é só clicar no título deste POST que está linkado direto com a página da WEB do site da Crescer... lá tem todos os blogueiros que participaram para todo mundo visitar ou revisitar!
Eu já tive problemas por causa da exposição de determinados assuntos no blog, e sempre tudo isso me faz refletir sobre o próximo assunto. Sobre a medida. Em contrapartida já tive grandes realizações, divulgações, fiz grandes amigas e confesso que não pretendo abandonar este mundinho de registros virtuais nem tão cedo... espero ficar aqui com vcs por um bom tempo.
Nem preciso dizer que esta semana meu blog teve mais acessos que em toda sua vidinha, por causa da matéria no portal do G1, obrigadíssima Tássia Thum por ter descoberto a Mamma Mini. E cheguei nos 100 seguidores, que emoção, nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Obrigada galera! Enfim, o feriado de dia das crianças foi uma delícia, viajamos, continuamos com a idéia de dar "presentinho pequeno" para o David,coisas baratas, corriqueiras, não costumamos dar aquele presentão nesta data, porque a gente tenta passar pra ele o valor de outras coisas. É só uma maneira de pensar enquanto conseguimos controlar, afinal ele é pequeno. O importante foi que tivemos um grande momento em família, cheio de crianças, presentinhos e macarronada, aquela coisa bem tradicional deliciosa que eu simplesmente AMO,e melhor, na minha casa. Nasci pra isso, tenho certeza. Família pra mim é tudo na vida, e aproveito cada segundo com a minha. E aí pra fechar a semana com chave de ouro adivinhem o que o David me falou? "-Mamãe me compra um irmão?" pausa what? "-um irmão mamãe, o Samuca tem irmão, vc tem irmão, o papai tem irmão, o Pepê tem irmão, compra um irmão pra mim. Mas menino, eu sei que vc quer menina... gente, tenho um anão em casa, não tenho mais uma criança de 2 anos...rs rs rs Já me imaginei na loja de bebês, andando pelos corredores e escolhendo por tamanho, sessão rescém nascido, sessão 3 a 6 meses, 6 a 9, 9 a 12... separados por modelo, fala sério... eu mereço um questionamento destes? rs rs rs beijos de mãe em crise...rs Bom, boa semana pra todo mundo, volto aqui jajá pra falar sobre a feira Baby Bum que vamos participar!

27 de setembro de 2010

PROJETO RETIRADA DOS BICOS - FASE 1 MAMADEIRA


Então como toda mãe já sabe, o case "bicos" é sempre um problema futuro. Porque em algum momento sabemos que vamos ter que tirar a mamadeira, a chupeta ou a mamada no peito dos nossos filhos. E a hora certa para isso cada família vai encontrar a sua. Aqui em casa, após o desfralde e a entrada na escolinha, nosso próximo passo com o filhote era a "retirada dos bicos". Primeiro a Mamadeira, depois a chupeta.

 
Estamos na fase 1. Tirando a Mamadeira.


Meu filho mamou no peito até 6 meses e um dia não quis mais. Fiquei triste, mas achei mais fácil ele ter decidido por mim. Eu digo pra todo mundo que vc só volta a ser vc mesma depois da maternidade quando para de amamentar. Apesar de ser o melhor vínculo do mundo, você só retoma sua vidinha aos poucos quando não tem mais que amamentar de 3 em 3 ou 4 em 4 horas. Você sabe que seu filho não precisa mais só de você. Outra pessoa poderá cuidar dele por você, caso você não esteja.


Como eu sou estilista e não tive aquela "licença maternidade padrão", trabalhava desenhando as coleções de casa, frequentava as reuniões de trabalho na fábrica ou no escritório, e ia adequando a nova rotina as mamadas do filhote. Porém quando ele tinha 3 meses, eu tive que voltar de verdade para o trabalho. Era um horário flexível (minha chefe chamava de horário amamentação - eu trabalhava das 10h as 16h e tirava leite 2x no trabalho para que meu filho mamasse só o meu leite na mamadeira no dia seguinte e assim sucessivamente).

 
Fui apelidada de "leve leite" porque todos os dias nos mesmos horários lá ia eu e minha frasqueira térmica com os vidrinhos de leite para a biblioteca, me trancava, tirava leite e ia pra cozinha levar para congelar. Quando ia para casa as 16h passava na cozinha e pegava os vidrinhos de leite congelado para o filhote. Foi assim até ele ter 5 meses e aquilo ficar muito exaustivo, então tirava 1x o leite e dava 1x o leite de lata. Até que com 6 meses ele quis só o leite de lata.

 
Acho que uma amamentação de qualidade está totalmente ligada ao bem estar da mãe e o desejo de ver o filho bem. Quando estava em casa na minha "pseudo licença maternidade", durante os 3 primeiros meses de vida do meu filho a amamentação era perfeita, porque mesmo trabalhando, trabalhava de casa, e tinha tempo para descansar quando ele descansava, me alimentava super bem e bebia muito líquido.



No trabalho é claro que a vida não era assim, ás vezes atrasava minhas retiradas de leite por causa das reuniões, ficava aflita, stressada, nervosa, peito explodindo e aí já azedava (modo de dizer) todo o meu esforço.
Então em determinado momento eu queria parar de tirar leite porque a rotina profissional estava ficando cada vez mais estressante, e ouvi da minha cunhada (hoje mãe de 3filhos, ou seja, 3x mais experiência que eu)
"mais vale uma mamadeira bem dada do que um peito aflito".

Aquilo fez sentido pra mim no momento e resolvi parar de tirar leite no trabalho. E dar o leitinho de lata na mamadeira e o peito de manhã e a noite, até ele desistir do peito, como eu já contei no início do post.


Me lembro da primeira mamadeira que o David tomou. Eu tinha o peito cheio de leite e ele queria mamar no meu peito cheio de leite. Porém o pediatra pediu para testar a mamadeira antes de eu voltar ao trabalho pra ver se ele se adaptaria e garantir que não morreria de fome caso algum dia tivesse alguma emergência e eu não chegasse a tempo.

Eu fiz uma mamadeira de NAN e dei pra ele.
Eu chorava porque não queria dar a mamadeira, queria dar o peito. Mas tinha que testar.
Ele chorava porque não queria a mamadeira e queria meu peito.
E a babá chorava por ver nós dois chorando.

Foi um horror. Nunca vou esquecer das minhas lágrimas correndo pelo meu rosto e caindo na roupinha dele.
Enfim, como tudo na vida, sobrevivemos.
E hoje que ele já é um mocinho de 2 anos e 4 meses, mama um leitinho quando acorda e outro antes de dormir.

Já tivemos fases de mamadeira, nesta época de baby ele usava a Dr. Browns que era para reduzir cóllicas e diziam que era "natural flow" ou seja, se assemelhava a dificulade de sugar o peito, e como meu filho tinha refluxo diziam os pediatras, que era a melhor opção.
Quando ele fez 1 ano, passei ele para as mamadeiras da NUK.
E aí, ha 2 semanas, eu falei pra ele um belo dia, sem aviso prévio:


-"David hoje vc vai tomar seu leitinho no copinho, vamos dar tchau para as suas mamadeiras porque você já está grande, vai pra escola, não usa mais fralda, não é mais neném, e mamadeira é coisa de neném, ok?"


-"Não mamãe, quero meu tetê na mamadeira".


Ignorei, e fiz o leite no copinho de treinamento também da NUK que ele já usava para tomar água ou suco.
Na hora que dei pra ele, ele tomou e pronto.
Na manhã seguinte, meu marido fez a mesma coisa, e o David falou:


-"Papai, faz meu tetê na minha mamadeira".


E ele disse, que não, porque ele já era grande e agora ia beber no copinho. E desde então ele abstraiu totalmente das mamadeiras e nossa primeira fase foi um sucesso. Inclusive na hora de fazer a mamadeira ele vai junto com a gente e ás vezes quer em copos totalmente alternativos.
Fiquei feliz por mais uma etapa finalizada. Era a nossa hora certa. Deu tudo certo.


Agora estou conversando com ele sobre a chupeta. Digo que deixa os dentes tortos, que ele já tá grande pra chupar chupeta, etc. Mas esta eu seu sei que vai me dar muito trabalho. Estou dizendo pra ele que vamos jogar as chupetas no telhado de ibiúna e que o telhado vai mandar um presente pra ele que ele quer muito para compensar por ter virado moço e deixado as chupetas para traz. Ele tira na hora e me dá. Mas sei que ele não está preparado. Quero fazer isso no final do ano. Vamos ver se consigo. Faltam apenas 2 meses. Sou a favor das coisas em doses homeopáticas, e uma de cada vez. Cada vez que resolvemos algo direitinho com ele, passamos para a segunda fase. E assim vamos caminhando. Fico feliz porque vejo meu filho crescendo e atravessando cada fase, umas dão mais trabalho que outras, mas a gente supera tudo.


E para compensar, o silêncio da semana passada "que já passou", deixo vocês com a música "Leitinho" do CD Pequeno Cidadão, aquele que todo mundo já conhece e que acabaram de lançar o DVD e que estava pipocando por aí em tudo quanto é lugar....
Também é com o Tutunes (nem preciso mais chamar ele de Arnaldo Antunes né? semanalmente no blog já estamos muito íntimos) e  meu filhotinho ama esta  música e me pede pra colocar no CD sempre que estamos ouvindo juntos. Agora precisamos do DVD para curtirmos juntinhos.



Beijos de mãe que começou a semana fazendo barulho (ia colocar aqui uma musica de bateria de escola de samba, mas achei que seria demais pra uma segunda feira hahahahahhahahahahaha)

5 de agosto de 2010

O PRIMEIRO DIA DE AULA DO RESTO DE NOSSAS VIDAS


Toda família tem suas manias. E seus códigos. E suas brincadeiras. E seu dialeto próprio. Assim como você faz quando é apenas um casal, com seu marido, noivo ou namorado, aquelas brincadeiras que só vocês entendem, os apelidos, os olhares que substituem as palavras... isso tudo ocorre também quando você tem filhos, mas aí, você inclui uma pessoa na brincadeira: seu filho. E como somos absolutamente normais e igual qualquer outra família (só mudando o endereço e algumas neuras) nós aqui em casa também temos nossos códigos e nossas brincadeiras. Eu e o filhote por exemplo, assistimos sempre muitos DVDs juntos. E já tem as partes dos DVDs que a gente se olha e dá risada. Por exemplo, o Nemo é um super assistido aqui em casa. E na parte do "primeiro dia de aula, primeiro dia de aula" ele sempre me olha e damos risada. Na parte que o pai do Nemo prefere que ele vá brincar nas esponjas e um peixinho chora, a gente também se olha e ri. Acho um barato.




Então como a vida imita a arte e a arte imita a vida, chegou o primeiro dia de aula do David também. Eu estava mais ansiosa que ele for sure. Porque eu sabia o que estava acontecendo, ele fazia uma "vaga, bem vaga" idéia. Cheguei atrasada. Não estou acostumada a acordar cedo e arrumar ele e me arrumar para sair de casa. Então eu  me arrumei e o papi arrumou ele. Claro que ele não queria vestir o uniforme e queria ir para a escola de pijama do Buzz. Até aí, super normal né? E nós quase plantamos bananeira pro menino se vestir logo e parar de enrolar mais do que já estávamos enrolados. Fomos, chegamos um pouco atrasados, normal, fiquei suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuper emocionada. Quando entrei na escola e vi as criancinhas e pais e mães circulando por lá, deixando, ficando pra adaptação, aquela super movimentação dessas coisinhas tão pequenas, me deu um nó na garganta. E fiquei com os olhos mareados. Abrindo bastante pra não escorrer nem uma lagriminha, afinal, li na apostila de adaptação da escola que a adaptação DEPENDE MUITO DOS PAIS. Então não sou eu que vou melar a adaptação do meu filho né?
Segura a peruca Fernanda, seu filhote já tem 2 anos e 3 meses. Está mais que pronto pra ir pra escola... lembra?






Nem preciso dizer que o admirável mundo novo se abriu pra ele no momento em que a porta da sala de aula se abriu. Ele ficou encantado com os lugares das mochilas penduradas, a variedade de temas de mochilas dos coleguinhas,eis que avistamos um lugarzinho com a foto dele esperando a mochila do Thomas dele estacionar ali. Como chegamos atrasados (coisa feia mamma!) toda a turma já estava a postos, esperando por ele. Foi a maior festa. Ele é o único que está em adaptação, toda a turminha dele entrou no primeiro semestre. Ou seja, segundo a professora dele, bem mais fácil, pois é uma turma inteira já adaptada abrindo espaço para um novo integrante.  Ele foi super bem recebido. Adorou tudo. E eu é claro que fiquei toda boba  e orgulhosa de ver a evolução do meu filho. Ver que ele é um menino querido, sociável, inteligente, comunicativo, que se diverte e que existe além do meu umbigo. Sem falar que me senti super normal, pois fiquei presenciando a adaptação de outras crianças de outras turmas (enquanto meu filho ficava super bem na sala dele e eu lá, angustiada pensando como estaria meu pequeno e alerta a cada choro pra ver se era dele (tks god nem um chorinho) e 100% das crianças choravam chamando a mãe quando se separavam delas. Fiquei constatando como é difícil para estes minis tão minis sairem do mundinho particular das suas casinhas e irem para a escola. Mas é muito legal.  Uma sensação dupla. Fico super feliz de ver que ele está se soltando. Cada vez que a tia voltava pra me dizer: "Seu filho está ótimo, pode ficar traaaaaaaaaaaaaaaanquila" eu respondia: "sucesso"! E sentia um orgulho danado de ter um filho seguro de si, que mesmo sendo meu DUDI GRUDI, sabe que é amado, querido e que a mãe estará lá caso ele precise.
Nestas horas acho que tô fazendo um bom trabalho, mesmo sendo um "tanto" superprotetora. Porque eu tenho noção total do que é bom pra ele. De que ir para a escola é bom para ele. De que ele vai ampliar o mundinho dele. De que o mundo é bom pra ele. Pelo menos eu rezo todos os dias para que o mundo seja mesmo o melhor que ele pode ter. Tipo a música do Titãs:
"O mundo é bão Sebastião, o mundo é bão Sebastião, o mundo é bão Sebastião, o mundo é seu Sebastião"....




Deixar o filho pela primeira vez na escola dá uma sensação de que finalmente ele começou a crescer.
De que ele começou a ir para o mundo. De que eu não mais poderei protegê-lo sob minhas asas. Pelo menos não todo o tempo. De que eu sei que agora ele começa a dar seus passos literalmente sozinho. De que ele está iniciando uma fase de conquista e conhecimento que nunca vai acabar. Que seja o início de uma longa vida acadêmica de muitas realizações e felicidade. Que seja o primeiro de muitos que ainda virão.



Além de um grande nó na garganta e aperto no coração, sinto um orgulho danado de ter sido dispensada no segundo dia de aula porque meu filho ficou bem sem mim. Tenho uma sensação de uma pequena missão cumprida. De que meu filhote está bem encaminhado. Fico aqui no meio de um monte de mães vivendo a mesma sensação cada uma a sua maneira, cada uma com seus pensamentos, suas atitudes e seus apegos e desapegos. Estamos nos adaptando a nova fase. Eu a preparar todos os dias uma pessoinha para ir para a escola. A dinâmica da casa muda. A minha dinâmica muda. O sono dele mudou. Disse a professora que nesta fase é previsto. E se é previsto, pode ter certeza que vai acontecer com o David. Ele é aquele filho "livro texto". Com uma certa resistência a mudanças. Mas totalmente adaptável depois que quebra a barreira. Just Like Me.


Meu filho cresceu. Tá na escola e sem fraldas. Nosso bebê virou um menininho. Lógico que para os pais os filhos nunca crescem, e porque comigo seria diferente?



Beijos de mãe que faz adaptação com o filhote na escola e fica toda boba

22 de julho de 2010

STAND BY ME


Ontem era dia do Amigo. Esta palavra tem sido muito pronunciada aqui em casa, desde que o nosso filhote criou  sua "turma de amigos". Ele sabe o nome de todos eles, me pergunta onde eles estão, etc.
Fico pensando como uma pessoinha tão mini de apenas 2 anos consegue saber tanta coisa. É claro que pra ele "amigo" é basicamente todo mundo que é criança, que ele possa brincar e que tenha MAIS ou  MENOS a idade ou tamanho dele.


Fiquei muito emocionada a primeira vez que ele recebeu um convite para um aniversário de uma amiguinha do prédio. Primeiro envelope que veio endereçado pra ele. Muita emoção.
Pensei alto: "Gente meu filho é pessoa e existe além da minha própria existência"!

Fui comprar um presentinho para a amiguinha, fiz um cartão lindo e ele foi entregar (a gente ia viajar e ele não poderia comparecer na festinha). Foi Muito Fofo.

O segundo convite veio assim:  a campainha tocou, quando eu abri era uma menininha de uns 5 anos com a babá. Ela me perguntou: "O David tá aí?"  e eu "Ele está no banho, posso ajudar em algo?"  (não gente, ele não toma banho sozinho aos 2 anos, tava com o pai dele né? rs rs rs)
e ela: "Eu trouxe o convite da minha festa, fala pra ele ir tá?".

Eu bege e plissada, falei: "-Pode deixar, ele vai adorar, muito obrigada!"


Foi muito legal ver meu filho começar a interagir com outras crianças e aos poucos ir formando seu mini círculo de amizades. E se importar com ele. Logo depois dessa "pré-consciência de amizade" vamos chamar assim, começou a fase de dar a mão. Toda vez que ele vai fazer algo importante ele fala:

"-Vem mamãe, dá a mão!"  ou para o papai, ou para a babá.  Eu adoro quando ele faz isso. Pego aquela mãozinha pequena (deliciosa diga-se de passagem) e ele me leva pra onde quer ir, pra fazer o que ele quer que seja feito. Ë muito legal saber que ele confia em mim, que a simbologia de  "segurar a mão" dá segurança, força, e tudo o que ele precisa pra aprender a se soltar na vida.


Tudo isso me fez lembrar tanto aquela música do John Lennon, Stand By Me, que é tão real.

Tudo o que a gente quer na vida, desde sempre é ter com quem contar. É confiar em alguém ou alguéns.

É se sentir seguro. É saber que é amado, querido e que o mundo pode cair, mas alguém vai estar lá para você.

É dar a mão e ter alguém para te mostrar os caminhos da vida. Ou alguém pra simplesmente te acompanhar em silêncio por onde você quiser andar.

É ter alguém para dividir suas grandes descobertas. Para vibrar com as suas novidades. Pra te ajudar a superar os momentos difíceis.

É filho amado, a mamy vai estar aqui para você. Não quero que você precise, mas caso precise: estarei aqui. Hoje e sempre.


Bom, conforme falei no último post, essa é a nossa cabana  para o picnic. Tudo bem que o tempo melhorou. Mas aí já tinha ficado com a vontade de fazer a barraca com o menino. A cabana feita com cabos de vassouras e rodo, lençol e colcha, almofada e tatame ficou o máximo....claro que ele amou, claro que tivemos que fazer várias refeições nela.... e claro que teremos que desmontá-la amanhã quando a faxineira chegar, porque ela vai precisar do rodo e da vassoura... mas valeu....rs  (recomendo!)

Deixo vcs com a letra do John Lennon


STAND BY ME


When the night has come



And the land is dark


And the moon is the only light we'll see


No I won't be afraid, no I won't be afraid


Just as long as you stand, stand by me


And darlin', darlin', stand by me, oh now now stand by me


Stand by me, stand by me


If the sky that we look upon


Should tumble and fall


And the mountains should crumble to the sea


I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear


Just as long as you stand, stand by me


And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me


Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah


Whenever you're in trouble won't you stand by me, oh now now stand by me


Oh stand by me, stand by me, stand by me


Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me


Oh stand by me, stand by me, stand by me.
 
 
 
P.S. Próximo post sem falta eu coloco aqui os selinhos que ganhei da Ana do Viajar é Tudibom, Paty do Nutrição & Cia, Pati Papp do Coisas de Mãe e Chris do Inventando com a Mamãe (obrigada meninas pelo carinho, super super obrigada stand by me!)
 
P.S 2. Minha ausência temporária não era balela, é que eu ia viajar, mas como entrou um trabalho de última hora e eu não recuso trabalho nem nas férias, acabei ficando por aqui, mergulhada no computador e consegui postar e visitar alguns blogs amigos....
 
 
 
Beijos de mãe que dá a mão